quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Gabarito - 1ª Fase PORTOTEC


GABARITO – PORTOTEC

1 – B
2 – D
3 – C
4 – E
5 – B
6 – A
7 – D
8 –  A
9 – D
10 – B
11 – D
12 – C
13 – E
14 – B
15 – E
16 – A
17 – E
18 – A
19 – D
20 – B
21 – C
22 – E
23 – C
24 – C


Quem quiser ter acesso a prova, eis o link. Prova FAETEC

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Concurso - CTUR

Galera

Pra quem curte fazer um técnico na Escola Técnica da Universidade Rural do Rio de Janeiro, já saiu o edital.

As inscrições começam dia 03/10 e a prova é no dia 04/12

Mais informações, clique no link:

http://www.ctur.ufrrj.br/Concurso2011-2012/concurso.html

Isenção Colégio Pedro II

O que é preciso fazer?
a) Ir ao Colégio Pedro II de Realengo  entre o dia  1o a 3 de agosto, no horário de 10 às 16h;
  b) preencher requerimento específico para este fim, disponível lá na Unidade Escolar;
  c) Entregar o requerimento que irá preencher lá no CP2 além dos documentos abaixo, original e Xerox!
•  cópia de RG e CPF do solicitante (RG do Aluno  e RG e CPF do Responsável)
•  cópia de comprovante de residência (conta de Luz  ou telefone);
•  cópia da conta de luz dos dois últimos meses, com o resumo do consumo visível;
•  cópia da conta de telefone dos dois últimos meses, com o resumo do consumo visível;
•  cópia do contracheque dos dois últimos meses ou da carteira de trabalho (comprovação de
renda), mesmo os que estiverem desempregados, os que nunca tenham trabalhado ou do
lar. Deverão ser incluídas cópias da página da foto (frente e verso); todas as páginas que
contenham  informações  sobre  o  último  emprego/  contrato  de  trabalho  e  a  página  em
branco subsequente; páginas em contenham informações sobre alterações e atualizações de
salário, inclusive se o solicitante estiver desempregado;
Dica: caso não tenha Carteira de Trabalho, escreva uma declaração, afirmando que não possui vínculo empregatício ou carteira de trabalho. Assine seu nome e peça para duas pessoas assinarem seus nomes e colocarem seus cpf no final da declaração, como testemunha. Isso também serve.

•  cópia de comprovante atualizado de benefício de órgão previdenciário, caso o requerente seja  aposentado,  pensionista  ou  beneficiado  por  auxílio-doença,  auxílio-acidente  ou
auxílio-reclusão;  
•  cópia cartão do seguro-desemprego, se houver;
•  cópia do cartão de Bolsa Família, se houver;
•  declaração de baixa renda, em modelo a ser fornecido pela Instituição
.
Dica 1: Vá no dia 01. Sempre é o dia mais vazio e caso tenha algum problema, você pode resolver e entregar a tempo.
Dica 2: sobre os documentos: peque por excesso, não por falta. Não deixe nenhum documento de fora, entregue tudo. Caso não tenha, faça uma declaração dizendo que você não possui tal documento. Entregue sempre a mais. E caso tenha bolsa família, bolsa carioca, mostre mesmo que tenha.
E quando sai a isenção? O  resultado  dos  pedidos  de  isenção  será  divulgado  no  dia  12  de  agosto  de  2011  no CP2 de Realengo ou pela Internet.
·         Você pode até ver o resultado pela Internet, mas caso você consiga a isenção, o seu responsável TEM que ir a escola fazer o restante da inscrição. Se não for, você não terá a inscrição feita. Você tem até o dia 13/08 para ir lá.
Queridos
“Você é hoje exatamente aquilo que tem pensado nos últimos tempos. Temos que esta ligados na vigilância dos pensamentos. Não podemos esquecer que somos o que pensamos. Se você pensa vitorioso, você se faz vitorioso, você se faz vitorioso. Se, por outro lado,você pensa derrotado, já se fez um derrotado. Há que adotar, sempre, uma atitude mental positiva para ser sempre positivo”
Amo vocês.

domingo, 17 de julho de 2011

Cp2 - Isenção

Amores

Como vcs já sabem, dia 04 de Agosto abrem as inscrições para o Concurso do Cp2. A taxa de inscrição é de R$ 50,00.

Contudo, como falei para vocês, entre 01 e 03 de Agosto, vc pode tentar a isenção da taxa de inscrição.  Eis abaixo a parte do edital que fala sobre isso. Separem os documentos e me mostrem essa semana lá na escola.

"O responsável legal por candidato que desejar solicitar isenção do pagamento da taxa de
inscrição deverá obedecer aos seguintes procedimentos:
  a) comparecer à Unidade Escolar para a qual pretende inscrever o candidato, exclusivamente no
período de 1o a 3 de agosto, no horário de 10 às 16h;
  b) preencher requerimento específico para este fim, disponível na Unidade Escolar;
  c) entregar o requerimento à Direção da Unidade, exclusivamente no período de 1o a 3 de agosto,
acompanhado de todos os documentos abaixo citados:
•  cópia de RG e CPF do solicitante;
•  cópia de comprovante de residência (conta de serviço público);
•  cópia da conta de luz dos dois últimos meses, com o resumo do consumo visível;
•  cópia da conta de telefone dos dois últimos meses, com o resumo do consumo visível;
•  cópia do contracheque dos dois últimos meses ou da carteira de trabalho (comprovação de
renda), mesmo os que estiverem desempregados, os que nunca tenham trabalhado ou do
lar. Deverão ser incluídas cópias da página da foto (frente e verso); todas as páginas que
contenham  informações  sobre  o  último  emprego/  contrato  de  trabalho  e  a  página  em
branco subsequente; páginas em contenham informações sobre alterações e atualizações de
salário, inclusive se o solicitante estiver desempregado;
•  cópia de comprovante atualizado de benefício de órgão previdenciário, caso o requerente
seja  aposentado,  pensionista  ou  beneficiado  por  auxílio-doença,  auxílio-acidente  ou
auxílio-reclusão;
•  cópia cartão do seguro-desemprego, se houver;
•  cópia do cartão de Bolsa Família, se houver;
•  declaração de baixa renda, em modelo a ser fornecido pela Instituição.
§ 1º  Os documentos cujas cópias forem entregues para análise da solicitação deverão estar em
nome do responsável legal pelo candidato e serão autenticados pelo servidor responsável pela conferência
dos dados.
§  2º    A  não  apresentação  da  documentação  completa  acima  referida  poderá  inviabilizar  a
avaliação e julgamento da solicitação de isenção. 
§ 3º  Após análise da documentação apresentada, caberá à Coordenação do presente Processo de
Seleção decidir pela concessão ou não da isenção.



COLÉGIO PEDRO II     
(Edital nº 4/ 2011 – 1EMR/D)

5
§ 4º  Em caso afirmativo, poderá ser concedida isenção total (100%) ou isenção parcial (50%) da
taxa de inscrição.
§ 5º  A concessão de isenção do pagamento da taxa de inscrição só será válida para o candidato
para o qual se solicitou a isenção e para inscrição na Unidade Escolar na qual foi solicitada.
§  6º    O  resultado  dos  pedidos  de  isenção  será  divulgado  no  dia  12  de  agosto  de  2011  na
Unidade Escolar na qual foram solicitados e pela internet.
§ 7º  O responsável legal pelo candidato que tiver solicitado isenção do pagamento da taxa de
inscrição  deverá  comparecer  obrigatoriamente  à  Unidade  Escolar  na  qual  fez  a  solicitação  para  tomar
ciência do resultado e lá realizar os procedimentos necessários à inscrição do(a) candidato(a), em caso de
deferimento do pedido.
§ 8º  A concessão de isenção parcial ou total do pagamento da taxa não desobriga o responsável
legal pelo(a) candidato(a) de realizar os procedimentos necessários à inscrição no certame, incluindo o
pagamento parcial da taxa de inscrição e o preenchimento do Requerimento de Inscrição on-line, até as
16h do dia 17 de agosto de 2011, impreterivelmente."

domingo, 10 de julho de 2011

Saiu o Calendário da CETUR

Povo

Galera que vai tentar a prova do CETUR, que gosta da área de Meio Ambiente (os técnicos lá são de: AGRIMENSURA; AGROECOLOGIA; HOSPEDAGEM e MEIO AMBIENTE) saiu já o calendário. A prova vai ser numa data boa, dia 04/12, depois das provas, tranquilo.

Sugiro a todos que façam! E não percam a data de incrição nem de Isenção.

Abaixo, o calendário. Clique nele duas vezes caso queira imprimí-lo. 

Bjks


N.



segunda-feira, 27 de junho de 2011

Saiu os dias da Prova do Colégio Pedro II

Guerreiros!

Saiu o dia das provas do CP2:
 
1ª prova – 2 de outubro de 2011 (Matemática)
2ª prova – 6 de novembro de 2011  (Português)


Ou seja, a prova vai começar antes que imaginávamos. Então, agora é hora, galera! 

"Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo"

terça-feira, 26 de abril de 2011

Material de História - Brasil Colonial (Parte I)

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Brasil Colonial I - Como tudo começou...

O ‘Descobrimento’ do Brasil

Em nove de março de 1500, uma grande esquadra portuguesa, composta de 13 embarcações, reunindo aproximadamente 1.200 (na sua maioria soldados0, deixou Tejo sob comando de Pedro Álvares Cabral. O seu destino era o oriente e sua finalidades eram a fundação de feitorias e o estabelecimento das conquistas nas Índias, em outras palavras, a formação do Império Português no Oriente. Essa esquadra, que, segundo alguns estudiosos, tinham também o objetivo de reconhecer e tomar posse de terras no Atlântico Sul, que pertenceriam a Portugal, acabou por ‘descobrir’ o Brasil em abril do mesmo ano.

Documentos Históricos do descobrimento

Vários documentos históricos tratam do Descobrimento do Brasil, destacando-se, entre eles:

A- A Carta de Pero Vaz de Caminha, dando notícia do descobrimento do Brasil e que foi levada para Portugal por Gaspar de Lemos. Desaparecida até o início do século XIX foi reencontrada na Torre do Tombo (Lisboa) e publicada pela primeira vez em 1817.

B- Relatório do Mestre João, um documento não-oficial escrito por um físico (médico na época) e cosmógrafo.

C- Relatório do Piloto Anônimo, também não oficial, que teria sido redigido por um dos pilotos da esquadra Cabrália, nunca identificado. (se tivesse, não seria anônimo, dã)

D- A Carta de D. Manuel I aos reis da Espanha, escrita em 1501, comunicando a chegada de Cabral “a uma terra que novamente descobriu”.
As Controvérsias sobre o descobrimento

Durante muito tempo, acreditou-se que o Brasil tivesse sido descoberto no dia3 de maio de 1500. Porém, o reaparecimento da Carta de Caminha, que registra o dia de 22 de abril como data oficial, acabou desfazendo a dúvida. Para muitos, a baía de Porto Seguro (sul da Bahia) teria sido o local onde aportou a esquadra de Cabral e onde frei Henrique Soares de Coimbra teria rezado a primeira missa. A descrição geográfica de documentos não deixa dúvidas de que o verdadeiro porto seguro, citado por Caminha, seria a baía Cabrália, também no sul do litoral Baiano.

O Descobrimento do Brasil: casualidade ou intencionalidade?

De acordo com a tese da casualidade, Cabral procurou fugir das calmarias, afastou-se em demasia da costa africana e ao descrever uma rota em arco, muita aberta, teria atingido o Brasil. Outro argumento da casualidade é que uma tempestade teria desviado a esquadra Cabrália; empurrada pelos ventos para uma corrente marítima, aquela acabou por encontrar o litoral brasileiro.

Aqueles que defendem a tese da intencionalidade refutam esses argumentos baseados nos próprios documentos históricos. Em nenhum deles, em especial a carta de Caminha, se encontram referências a fenômenos meteorológicos ou geográficos, como tempestade, ventos ou corrente marítima, capaz de desviar o curso de navegação; ocorrências que, no mínimo, mereceriam registro do escrivão da frota. Da mesma forma, o afastamento da costa africana, para fugir das calmarias, estava previsto e fazia parte das instruções de Vasco da Gama, recomendando a “navegação em arco”. Portanto, os navegadores portugueses – hábeis e com larga experiência em viagens ultramarinas- não poderiam ter cometido um erro tão grosseiro de navegação.

A Carta de Pero Vaz de Caminha, que pode ser considerada a “Certidão de Nascimento” do Brasil, descreve todas as ocorrências envolvendo a esquadra, bem como o cotidiano da tripulação, como se a escala no Brasil estivesse prevista, não se alterando, em nenhum momento, os planos iniciais da viagem.

Ainda como argumento da intencionalidade, na cara que escreveu aos reis da Espanha, D. Manuel I demonstra certo conhecimento sobre as terras que ele comunica terem sido “descobertas” no Atlântico. Por fim, a reação de D. João II, rei de Portugal na época dos tratados de partilha, ao contestar a demarcação da Bula Inter Coetera de 1493, aceitando, posteriormente, a demarcação de 1494, é uma prova cabal do conhecimento que os portugueses tinham de terras na parte ocidental do Atlântico.

Assim, nunca mais diga que o Brasil foi descoberto: isso dá a noção de acaso, o que provamos não ser verdade. Os termos mais corretos é que o Brasil foi Conquistado e Construído. Isso aí, construído. Vamos lá: quando Cabral chegou aqui, os Índios não tinham a idéia de Brasil que nós temos hoje. Nem os próprios Portugueses, quando chegaram, tinham noção. Assim, ao longo da colonização, o Brasil foi gradativamente sendo construído até dá forma ao que temos hoje.

Decepção sem resignação

Tradicionalmente o período correspondente às três primeiras décadas de domínio português no Brasil é denominado “pré-colonial”. Portugal NÃO se prontificara a ocupar o novo território que o Tratado de Tordesilhas destinara-lhe. Entender esta postura que colocara as TERRAS BRASILIS em segundo plano não é tarefa das mais difíceis. Basicamente dois pontos esclarecem a questão.

Primeiro pq os portugueses não descobriram as riquezas em metais preciosos que esperavam no novo território e ficaram bastante decepcionados. A coroa havia sido atraída pelo sucesso dos espanhóis e por isso decidira além da rota Oriental, explorar as terras do atlântico. Como suas expectativas não foram atendidas, as prioridades voltaram a ser exclusivamente as Índias e a costa africana.

Segundo, pois as tais rotas, inclusive, são a segunda explicação para o papel secundário desempenhado pelo Brasil naquele período. O monopólio das especiarias, o outro oriundo da região da Mina, o comércio de marfim etc., auferiam altos lucros, concentrando assim, os esforços em homens e navios do império luso.

Dentro do modelo mercantilista estruturado, no entanto, não se poderia apenas “esquecer aquelas terras”, que ainda poderiam contribuir para o acúmulo de riquezas do cofre monárquico. Empurrados pelo sucesso espanhol, inúmeros emissários do rei adentraram o território em busca do tão sonhados metais. Os fracassos foram consecutivos e projetos paralelos para a nova possessão acabaram sendo desenvolvidos.

Duas foram às funções do Brasil pré-colonial dentro do projeto mercantilista português:

Função Estratégica

A burguesia mercantil portuguesa não produzia condições de lucro na produção, como é comum à economia contemporânea. Sua rentabilidade realizava-se na circulação de mercadorias, ou seja, na diferença entre por quanto comprava e por quanto vendia. Sendo assim, o Monopólio da Rota Africana e o Monopólio da Rota Asiática eram fundamentais em sua estrutura. O Brasil neste contexto funcionaria como ponto de garantia, pois o domínio das costas atlânticas tanto a ocidente quanto a oriente garantiriam a Portugal a exclusividade no uso do caminho. Lembremos, por outro lado, que os turcos otomanos haviam invadido Constantinopla em 1453 e praticamente inviabilizou a rota mediterrânea impondo altas taxas aos mercadores, o que acabou sendo favorável a Portugal.

Função Econômica

Sem os tão sonhados lingotes de ouro e prata, Portugal organiza a exploração do território a partir do extrativismo do pau-brasil. A madeira há muito era conhecida dos europeus devido à sua presença na África e possuía alto preço, pois servia ao tingimento de tecidos na cor vermelha. Esta atividade era feita pelos índios na forma de escambo. Não havia condições para a estruturação da mão-de-obra escrava e para não diminuir as margens do lucro os emissários do rei trocavam o trabalho indígena por produtos que não eram valiosos aos portugueses. Vale ressaltar, no entanto, que não havia exploração simplista nessa relação, a moderna historiografia tende a ressaltar a diferença cultural dos povos envolvidos para entender esse sistema de trocas sem um olhar preconceituoso. Os índios não eram ‘vítimas inocentes’ dos ‘argutos portugueses’. As tais bugigangas oferecidas pelos portugueses causavam extremo interesse nos índios que as viam como raridade ou, no mínimo, novidade; entre ainda, por sua vez, acostumados ao trabalho braçal, não ficavam exasperados com o corte de madeira, tarefa que seria uma verdadeira tortura para os europeus não acostumados ao clima tropical da nova colônia.

A constituição de uma nova lógica

Se Portugal matinha altas taxas de lucro no comércio atlântico, se retirava dividendos do Brasil com um ônus mínimo, se o país tornava-se um vasto império, a pergunta que deve aflorar, então, é: Por que a década de 1530 se iniciou com a introdução de uma nova lógica de dominação?

I – Inglês holandês e, principalmente, franceses – que chegaram a fundar a França Antártica – constantemente invadiram o território para contrabandear pau-brasil. As fortificações litorâneas – Feitorias, e as expedições guarda-costas organizadas pela coroa eram insuficientes para reprimir essas presenças e, assim, colocavam a posse do novo território em risco devido à possível alegação de um dos três invasores de “posse pelo uso”. A ocupação efetiva do litoral, pelo menos, funcionaria, assim, tanto para inibir a presença de contrabandistas quanto para garantir a posse do território através do uso efetivo do mesmo.

II - É só usar a cachola (cuidado se vc não tem prática, ok?): qual era a principal forma de Portugal ganhar dinheiro? Comércio Interno não era a agricultura eram pobres, manufaturas poucas... Eles ganhavam dinheiro, com as especiarias, com o comércio com o Oriente.

E se eles começam a pensar com carinho pro Brasil, é porque alguma tava errada com o comércio interno. Isso aí, lentamente, eles foram mudando a sua estratégia mercantilista do comércio oriental com a prática de usar as colônias. Algumas razões para essa mudança: dívidas com os flamengos, o comércio não dava mais tanto lucro, pq os outros países europeus, assim que formavam seus Estados Nacionais (Vc jura que se lembra o que significa isso, não é?), começavam suas expansões ultramarinas, chegando ao oriente e fazendo concorrência danada a Portugal.

Mas para colonizar o Brasil, Portugal tinha que encontrar algo que os atraíssem. A América Central, com seu ouro e prata, atraiu a Espanha. Já América Inglesa não tinha nada de interessante, logo, foi deixada de lado e começou a servir de refúgio para umas colônias de povoamento. E aqui no Brasil? Simples, antes do ouro do século XVII, o que atraiu os portugueses foi às condições naturais: solo e clima, que não havia na Europa, logo a produção de produtos tropicais renderiam muito lucro.

Mas antes, vamos falar de algo fundamental para entendermos essa nova lógica de Portugal para o Brasil: o Sistema Colonial.


O SISTEMA COLONIAL

Relembrar é viver. Há algum tempinho, vimos que a noção de mercado inelástico, típico do mercantilismo, determina a concorrência no plano externo, realizada em termos de monopólio.

Uma vez que as colônias constituíram um apêndice da metrópole, a forma de relacionamento existente tinha de subordinar aos princípios gerais da doutrina mercantilista, essencialmente apoiados no monopólio, visando atender aos interesses da burguesia comercial européia.

O sistema colonial é peça importantíssima neste conjunto. A exploração colonial é um dado tão relevante na economia das metrópoles da Europa que passa a ser componente fundamental do Antigo Regime, ao lado do absolutismo, sociedade Estamental capitalismo comercial e política mercantilista.

Dessa forma entendemos que o sistema colonial tinha como objetivo principal enriquecer a burguesia através do Estado, seguindo o princípio do monopólio e do protecionismo. Os exemplos mais típicos são o Brasil, a América Espanhola e as Índias Orientais.

Alguns aspectos do sistema colonial saltam à vista. Os mercadores europeus intervinham no comércio e na produção destinados à exportação. É, entretanto, a exploração colonial que melhor caracteriza o sistema. As colônias se transformaram em instrumentos de poder das metrópoles. A história do sistema colonial está marcada pelas disputas marítimas entre os reinos europeus, em seu esforço para ascender às condições de Estados modernos, como por exemplo, Portugal, Países baixos, França e Inglaterra.

monopólio era o centro da política colonial. Ele permitia a redução dos preços dos produtos coloniais ao máximo, para proporcionar maior lucro aos empresários da metrópole na revenda; reservava a esses comerciantes a venda de produtos manufaturados nas colônias, o que lhes assegurava novos lucros que resultam, portanto do monopólio. Estes lucros enriqueceram a burguesia e fortaleceram o desenvolvimento do capitalismo pela acumulação de capital.

Até a maneira pela qual se organizava a produção (modo de produção) era determinada pelo sistema colonial. O lucro era o objetivo, por isso, ressurgiu nas áreas coloniais o escravismo, única forma de trabalho compatível com lucros elevados nas colônias tropicais. O próprio comércio de escravos passou a constituir elemento lucrativo.

A Estrutura Econômica Colonial

Mas esse processo de mudança de lógica não foi feito da noite pro dia, a troca do comércio oriental para a colonização não foi feita num pulo. Por isso, o Estado português estava dividido com aquele comércio de especiarias e a exploração do Brasil. Logo, era necessário ajuda de particulares para a colonização do Brasil: daí surgiu à idéia de dividir o Brasil em 15 lotes e doar para os nobres, as chamadas Capitanias Hereditárias.

Esses capitães-donatários recebiam esse lote de terra e tinha todo acesso para explorar, desde que pagassem os impostos. Esse direito era recebido através de um documento chamado “Carta de Doação”, que dava a posse da capitania, mas não a propriedade. Ou seja, vc era dono até que eles enchessem o saco e retirassem de vc.

Este Donatário, Tb com interesses, “alugava” para outros, através das sesmarias.

Mas como saber quais direitos e deveres dos donatários? Como saber que impostos tinham que pagar? Como saber que tinham q dar 1/5 de todo que encontravam para a Coroa Portuguesa? Através dos Forais, um documento e direito e deveres do Donatário.

Pó, tudo certinho, organizado, ia tudo dar certo, NE? NÃO! Das 15 capitanias, só duas vão sobreviver: São Vicente (Uma área q hoje fica São Paulo) e Pernambuco. O resto vai todo falir por falta de grana. A receita dessas duas sobreviventes? Porque começaram a investir na economia açucareira.


Para ajudar as capitanias, o governo de Portugal enviou ajuda: a criação de um Governo Geral, com sede em Salvador. Foi como se a metrópole dissesse: “Bandos de incompetentes, me devolvam as capitanias, eu vou mostrar como fazer” (Sugiro que vc pegue um livrinho e estude mais sobre as atribuições do Governo Geral, características e etc.).

Agora vamos nos concentrar no que era à base da economia colonial, ou seja, a estrutura econômica brasileira no início da colonização. Todas estas podem ser resumidas em: Latifúndio, Monocultura agro-exportadora, escravidão e Exclusivo Colonial (Se lembra que eu te disse que é exclusivo colonial e não pacto Colonial?)

LATINFUNDIO

Eu já disse que para Portugal começasse colonizar o Brasil, era necessário um motivo. Um motivo para se enriquecer. E o açúcar era a forma mais fácil disso acontecer: tínhamos solo e clima para a produção de açúcar. Contudo a mentalidade não é de plantar algumas mudinhas no quintal e vende. A mentalidade colonizadora era de uma produção de larga escala para o mercado externo.

Logo, um dos pilares da economia era o latifúndio, a grande propriedade, ou como também pode vir na prova, Plantation.

SE vc acha q História não serve de nada, que estudamos casos históricos pq é bonitinho, olha essa: o Brasil é reconhecidamente considerado o país de maior desigualdade sócio-econômica do mundo. Essa desigualdade só consegue ser explicado se olharmos para a colônia e percebermos que era uma colonização onde só uma minoria podia ganhar.

Os colonizadores criaram uma sociedade onde só poderia beneficiar uns poucos: a elite colonial, e, sobretudo, a Metrópole. E isso acontece até hj, não é? (A não ser que vc seja um ricaço, filhinho de papai, jogador famoso de futebol ou artista em evidência, a resposta é sim)


MONOCULURA AGROEXPORTADORA

O que é monocultura? Cultura significa mais do que traços e hábitos de uma sociedade ou de individuo, mas também quando se refere e a produção de algum produto. E Mono? Olha essas palavras: Monogamia (para algumas pessoas isso é sinônimo e monotonia), monomotor, etc. Palavras simples que dão a entender que é uma coisa única, um único parceiro, um único motor. Quando falamos que a estrutura econômica Brasileira era de monocultura, significava dizer que toda sua produção estava voltada para um único produto: no caso agora, era o Açúcar. E essa produção era ditada pela Coroa portuguesa somente? Não, os senhores de engenho tinham muito interesse nessa monocultura, pq produzia em grande escala e como o mercado estava voltado para a exportação, ganhariam muito mais produzindo um produto que certamente venderiam a produzir vários produtos com risco de não aceitação no mercado externo.


ESCRAVIDÃO

Esse é um assunto delicado e polêmico: existem várias interpretações para o uso dos escravos na colonização brasileira. Então vamos fazer o seguinte: vou dizer as razões mais consistentes para o uso dos escravos e depois digo quais as outras idéias, to bom? A primeira razão é que o número de índios começou a diminuir vertiginosamente. Em 1500 existiam, estimadamente cinco milhões de Índios, hj em dia, têm menos de 200 mil. Causas para isso, além do Genocídio, era o desenvolvimento de novas doenças, que vinham com os europeus, e que eles não tinham imunidade. Assim sendo, era mt mais fácil e até barato buscar escravos negros da África do que tentar capturar Índios Fujões ou cuidar da doença deles.

A segunda razão é religiosa: Vamos entender que a Expansão Marítima tinha interesses para todos: Para o rei, poder; para a nobreza, terras; para os burgueses, dinheiro, e para a Igreja, mais cristãos (Guarde isso, Bizu do Tio Nelton). Logo, a colonização também respeitava os interesses da Igreja, que naquela altura do campeonato era contra a escravidão de Índios, pq os consideravam seres humanos e reconheciam que tinham alma. Já os Negros escravos eram considerados subumanos, seres sem alma, logo podiam ser escravizados. Você sabe que acordos diplomáticos aquela época eram feitos pelo Vaticano, né? Então, esse mesmo vaticano vai assinar um acordo q dá primazia aos portugueses na captura de escravos.

 “O PAPA SÓ SE MANIFESTOU CONTRA A ESCRAVIDÃO NO BRASIL três MESES DEPOIS DA ASSINATURA DA LEI ÁUREA.”

Na falta de Índios, se usou a opção Africana. Foi à escravidão africana q gerou o tráfico negreiro, ou seja, já existia a escravidão africana antes do Brasil. E advinha onde moravam os maiores traficantes de escravos? Em Salvado e no Rio e Janeiro, logo, essa opção era mais viável. · Os dois tipos de africanos que vinham para cá: os Sudaneses: eram hauças, mandingas (te lembra alguma coisa? Isso mesmo!) e Nagôs (tem música em homenagem a essa carinha e tudo): em comum eram todos islâmicos. Bantos: originários de regiões mais ao sul da África : angolas, congos, benguelos e cabindas. Eram excelentes agricultores Chegados aqui, recebiam o nome de boçais (pq não entendiam nem falavam a língua de seu dono). Qdo aprendiam português, eram chamados de Ladinos.

E quais eram as outras idéias sobre o uso de Escravos? Ta, ta, eu falo agora:

A) Porque o Índio é um preguiçoso, não gostava de trabalhar nem estava acostumado a dar duro.

Vc já tentou plantar, cavando a terra com um pedaço de pau ou cortar árvore com um machado de pedra. Vai ver se é fácil. O Índio nunca foi preguiçoso, não se encontram relatos de senhores reclamando da preguiça deles.

Mas, vamos usar a cachola outra vez (tampe o nariz dessa vez): antes do Brasil, Portugal já tinha colonizado algumas ilhotas no Atlântico, com base na cultura do açúcar e no uso dos Escravos. E foram mt bem sucedidos. Eles iam trocar o certo pelo duvidoso?

(B) Os negros são a raça que melhor suporta o trabalho físico pesado:

Ou melhor, dizendo, eles se adaptaram melhor a escravidão do que os Índios. Ou melhor, ta querendo dizer que o negro nasceu para ser escravo ou que o negro só serve para ser escravo.
· Isso é racismo!

C) Enquanto o negro não era capaz de se rebelar, os Índios eram altamente rebeldes.

Vc ta quieto, na sua, feliz, aí vem um monte de caras querendo o que é seu, te maltratando, te explorando e aí quando vc tenta se defender e proteger o que é seu, você são considerados rebelde, hostil? Os portugueses chegaram, roubaram as terras, incendiaram as aldeias, mataram velhos e crianças, estupravam as mulheres e escravizaram os adultos. Ora, eles também têm honra, se defenderam como puderam. O Negro tb era tão “rebelde” qto o Índio, ou seja, tão inconformado qto. Eles jamais aceitaram a escravidão e a maioria desses Negros sempre se voltaram contra ela.

Esse centro de rebeldia negra era o chamado “Quilombo”, que ao contrário do que vc viu na TV, não era só um lugar para os fujões. Era uma verdadeira sociedade alternativa. Todos trabalhavam em cooperação, eram livres e iguais. Existiam no Brasil Inteiro, e lá dentro desenvolveram a agricultura, a criação de animais e o artesanato, chegando a algum momento a comerciar com os brancos. Os lideres eram escolhidos democraticamente.

Interessante: não havia não só negros num quilombo: lá tb abrigavam índios perseguidos, mulatos, pessoas brancas perseguidas pela polícia, brancos pobres e prostitutas.

Sabe a dificuldade da nossa economia interna de se desenvolver e a demora que nós tivemos de nos industrializar (Os europeus no início do XIX, nós, a partir de 1930), tb tem uma causa lá trás. Usemos a cachola (se tampar o nariz não deu certo, sugiro a compra do bom ar): escravo ganha salário? Não ganha, não gasta. Logo o mercado consumidor interno fica limitado.



A CIVILIZAÇÃO DO AÇÚCAR

Nós já vimos, que o Brasil, a princípio, não oferecia metais preciosos, mas tinha um solo propício para a produção de produtos tropicais. E que os portugas conseguiram colonizar o Brasil porque obteve muitas riquezas ao produzir açúcar aqui.

Mas por que o açúcar?

Pq na Europa, o açúcar tinha peso de especiaria: no século XVI, quando o Brasil ainda não exportava o açúcar, este vinha dos árabes, e era considerada especiaria raríssima, e por isso mesmo, custava uma nota.

Assim, os portugueses resolveram produzir açúcar.

Em primeiro lugar, foram produzir nas ilhas do Atlântico (Cabo Verde, Madeira, etc...). Nessas empreitadas ainda no século XVI, usaram mão de obra escrava, a monocultura exportadora e o latifúndio como alicerces para o sucesso. E nesses lugares foram financiados pelos genoveses. É bom lembrar que Portugal não tinha aquela grana toda q a gente imagina, e uma das causas do declínio das grandes navegações foi o excesso de dívidas que elas tinham com esses bancos internacionais.

Aí, foi a vez do Brasil: como viram que lá nas ilhas do Atlântico deram certo e deram lucro, embora fossem pequenas, eles resolveram ampliar seus negócios aqui na América Portuguesa: pediram emprestado grana agora com os flamengos (se vc é vascaíno ou antiflameguista pode falar na prova holandeses), através do Banco de Amsterdã.

A dependência de Portugal a potências estrangeiras não era só no século XIX, à Inglaterra. No século XVII, as potencias eram Holanda e a Inglaterra (No séc. XV foi Portugal, e no XVI a Espanha, vc lembra, né?). Como Portugal pedia emprestado aos holandeses o dinheiro para investir no açúcar, esses holandeses cobravam sacas de cana como forma de pagamento ou mesmo compravam diretamente: assim, refinavam e revendiam para a Europa , ficando com a maior parte dos lucros.


Onde era Produzido o açúcar no Brasil: se vc se lembra quando eu falei de capitanias hereditárias (é, aqueles lotes que Portugal cedeu para que Particulares que tinham condições de investir colonizassem o Brasil), vai se lembrar q só 2 capitanias terão sucesso: Pernambuco e São Vicente. E vai se lembrar que elas deram certo porque investiram, sobretudo, no açúcar. Além desses 2 lugares, o litoral do Nordeste Brasileiro tinha excelentes solos de Massapé, que é um tipo de terreno argiloso, excepcional para a produção de açúcar, logo Pernambuco e Bahia vão ser os maiores produtores de açúcar.

Ta, eu já entendi que o açúcar deu muito lucro para Portugal, que teve sua produção feita maciçamente no nordeste brasileiro. Mas onde era feito exatamente o Açúcar, vc deve se perguntar, não é? Não?É..é... Tudo bem, eu respondo assim mesmo...

Quando a gente fala de onde era exatamente era produzido o açúcar, a gente ta perguntando, de forma menos cientifica, qual era a Unidade Básica de produção. Essa unidade se chamava ENGENHO.



CUIDADO: O Engenho não era só a parte onde moia a cana, cozinhava o caldo de cana e fazia o açúcar; ele era também, a plantação de cana, as habitações, a capela e os lotes para a lavoura de subsistência. Era tudo isso junto. Por isso que chamamos de AGROMANUFATURA, porque havia a parte agrária (plantação) e a manufatura (fabricação)

Mas nem todos os senhores de engenho tinham manufaturas, a máquina de moer o açúcar, e tinham q ir no vizinho moer para eles. Você acha que era de graça? Claro que não, pagavam pelo seu uso e eram chamados de Lavradores obrigados.O trabalho predominante num engenho era o escravo. Pq eu disse predominante? Pq não era o único: havia, em uma pequenina escala, trabalhadores livres, camponeses agregados ao engenho, homens que executavam trabalhos de carpintaria, eram pedreiros, ferreiros e barqueiros. E nem sempre o escravo, quando chegava sabia mexer na Moenda de Cana (Na figura abaixo, há uma representação de Debret (um grande pintor) de escravos num engenho, usando uma moenda de cana, embora ela esteja no sentido anti-horário, quando era usada no sentido horário) ou mexer na tecnologia que existia para manter um engenho: para isso contratavam “técnicos do açúcar”: eram administradores e engenheiros que cuidavam da produção, (era a mão-de-obra qualificada da época)


De mão-de-obra qualificada para a mão de obra compulsória, ou trabalho escravo: quando Dorival Caymmi cantava que “Vida de Negro é difícil, é difícil com quê”, não tava exagerando não: jornada diária de 16 horas, sem descanso. Ele tinha uma vida média de 10 anos! Se um garotão de 15 anos chegasse ao Brasil para trabalhar, com 25 estava um bagaço e era jogado de lado, sem aposentadoria, plano de saúde, estava destinado a morte. Só a noite tinham uma comidinha esperta: feijãozinho com farinha.

EM TRÊS SÉCULOS, O AÇÚCAR PRODUZIU MAIS RENDA DO QUE TODO O OURO BRASILEIRO EXTRAÍDO NO SECULO XVIII !!!!!!!!!

Antes de prosseguirmos, vamos fazer um mini-tour iconográfico. No século XIX, dois grandes pintores europeus vieram para o Brasil. E nessa viagem, retrataram de forma bem interessante a vida e o cotidiano dos Negros. Esses pintores eram Jean Baptiste Debret e Johan Moritz Rugendas. Fizemos aqui uma breve seleção das principais obras deles. Para quem quiser, a abertura da Novela "Escrava Isaura" é muito interessante, pq nada mais é do que uma exposição de imagens de Debret. Se tiver interesse em ver, é só clicar AQUI


Primeiro, Debret:














Agora, algumas pinturas de Rugendas






A SOCIEDADE AÇUCAREIRA
Onde há homens, de diversas classes e condições sociais, vivendo em constante interação, sob regras pré-estabelcidas de convivência, existirá o que chamamos de sociedade. E essa sociedade que se forma da economia dos engenhos do século XVI ao XVIII tem características bem típicas.
1 – Essa sociedade que era rigidamente estratificada, não possuía mobilidade social. Ou seja, que era muito difícil um pobre ascender, ou melhorar de vida. Essa sociedade estratificada (ou seja, de camadas) tinha no topo os ricos latifundiários e grandes comerciantes (traficante de escravos e mercadores ligados ao mercado externo). Depois vinham os homens livres, mas que nada possuíam e lá embaixo, tipo Rubinho Barrichelo, escravos negros e Índios.
2 – A Vida era basicamente rural. As cidades não passavam, as vezes de 2 fileiras de casebres que dariam para o porto onde o açúcar era exportado. Só ficava movimentado em épocas de festas religiosas ou quando navio chegava. O Centro da vida social era o engenho, que era mais do que o lugar de produção de açúcar. Lá dentro, os donos da plantation e escravos tinha moradias. O dos latifundiários era a chamada Casa Grande , uma ampla construção, com quartos enormes e varadões. Já os escravos tinha a Senzala, uma espécie de barracão onde eles ficavam amontoados.
Curiosidade: os viajantes, que na época escreviam a respeito das impressões que tinha daquele lugar q tinham viajado, concordavam maciçamente em contar da preguiça e ociosidade dos latifundiários. Eles nada faziam, a não ser dormir, comer e gastar.
3- Patriarcalismo: Esse palavrão lembra outra, não é? Patriarca, talvez. Patriarca talvez te lembre Pai. A representação do Pai era aquela do homem acima de todas as estratificações, o dono da casa, o provedor, o que merece respeito. Embora isso não funcione aqui em casa, ou talvez, na sua casa, na sociedade colonial acontecia com muita rigorosidade.
· Ele era visto como todo o poderoso, e todos, desde dos escravos até os o padre da capela, a família, tinha que respeitá-lo.
· E como os engenhos eram hereditários, ou seja, só o filho mais velho recebia a herança de poder mandar nos outros, a família era uma espécie de miniatura das relações sociais no engenho: filhos que não podiam falar sem a permissão do pai e mulheres submissas.Aliás, falar de mulheres na colônia é falar de submissão: já estamos cansado de saber q a mulher negra ou índia eram humilhadas, prostituídas e submetidas aos abusos sexuais dos latifundiários. Mas a vida da mulher da classe dominante também era tão horrível quanto.
A Filha do senhor de engenho era educa para ser ignorante, burra e submissa.Era tratada como mercadoria: numa terra onde há poucas mulheres de “elite”, o seu pai a comerciava com outro senhor de engenho que tinha seu filho solteiro.Mas ela tinha que ser 0Km, em todos os aspectos. Logo, para ter certeza que ela era virgem, e não tinha trocado uns beijinhos com outro homem, essa mulher vivia trancada na sua casa, não saía a rua e seu quarto não tinha janelas.O pai chegava a menina de 13, 14 anos e dizia: “olha quero q vc conheça esse rapaz aqui, e quero que vc goste dele porque vc irá casar com este”.Depois de casada, ficava ociosa dentro de casa, dedicando-se a engordar e ter filhos, a, no máximo, organizar banquetes com suas vizinhas no maior lugar da Casa Grande: a Cozinha.
O pai autoritário, o marido dominante, o machismo continuam na moda, não é? Viva a História!Mas pq esse patriarcalismo? Era necessário? Pq fazia ele fazia parte daquela estrutura Social?Sim ele era necessário: o patriarcalismo contribui para aquele tipo de sociedade, de relações sociais tão rígidas, de difícil mobilidade social, de escravismo, se mantivesse. Use a caixola:numa sociedade escravista, na qual as relações de poder eram tão brutais, o senhor de engenho tinha que ter domínio sobre todos.Já na galera da camada social de baixo, a dos escravos (é, eles tb tinham família, sabia?) e a dos homens livres pobres, as estruturas familiares eram menos rígidas: as mulheres podiam viver sozinhas, sustentando a família por conta própria, trabalhando, depois de terem sido abandonadas, ou terem dado um pé na bunda dos seus maridos.
A CIVILIZAÇÃO DO COURO

Junto com o crescimento da economia açucareira, cresceu também a pecuária , já que o gado bovino servia, no engenho, como transporte, couro, energia (movendo as moendas de alguns engenhos), e também, é claro, servindo como base para aquele churrasquinho com a família, com aquela cervejinha aos domingos.Esse gado foi se deslocando, gradativamente para o interior. Pq isso?
Em 1° lugar, pq as excelentes terras de massapé deveriam ser usadas para a produção de açúcar, e como a produção ta crescendo , tem que haver mais lugar para se produzir. Assim, o gado tem que se deslocar, assim desbravando o que interior, o que chamamos de sertão.Os mestiços empregavam-se peões. Era a mão-de-obra livre. Uns eram assalariados, outros trabalhavam em sistema de parceria: depois de alguns serviços recebiam cabeças de gados.
Os negros também trabalhavam nesse sistema fora da produção açucareira, sim senhor: em algumas áreas criadoras, eles trabalhavam de fazer o couro, tirar o leite da vaca, preparar a carne seca.Essa criação foi crescendo a tal ponto que no século XVIII, na época da Mineração, que esse gado será essencial, e que vai dar toda aquela fama ao sul do Brasil do Bom Churrasco.Só que, prestemos atenção: esse gado era uma atividade voltada primordialmente para o mercado interno da colônia.